sexta-feira, 8 de outubro de 2010


 
Com o tempo habituei-me a fazer de ti o meu heroí. habituei-me a fazer de conta que tudo estava melhor que nunca, quando eu própria sabia que a realidade não era bem assim.
 Entende que eu só deixarei de ser criança, quando perceber que já nada faz sentido. só deixarei de ser criança, quando já não estiveres mais aqui para fazer com que a minha vida tenha uma razão. eu já não sei viver sem essas tuas bocas, que me fazem rir e dar-te paleio, porque foi graças a elas que eu não me deixei ir abaixo quando tinha vontade de desaparecer, foi graças aqueles dias em que dizias: "és uma croma!" e de repente parecia que os problemas tinham desaparecido nem que seja só por breves segundos. por isso é que eu juro que nunca te vou deixar, pois apesar de tudo foste e és aquele que está sempre lá. aquele que chega ao pé de mim e da-me um abraço, mesmo que eu esteja a rir, tu sabes quando se passa alguma coisa. e todos dizem, todos perguntam como é que é possível eu gostar tanto de ti. é que tu nunca me deixaste, nem quando te pedi. tu nunca me viraste as costas, mesmo quando eu fui parva, estúpida e mimada. eu nunca conheci ninguém que me fizesse ver o outro lado das coisas sem me dar uma solução, como tu fazes. e por fim, até para a parvoíce tu estas lá, para me apoiar.

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