terça-feira, 25 de janeiro de 2011



Lembro-me daquele dia como se fosse hoje, cheguei a casa, rasguei a foto que tinha contigo na porta do meu quarto, risquei o teu nome que tinha escrito numa folha em cima da secretária, sentei-me o chão e encostei-me à parede, estava com medo, insegura, estava confusa e só conseguia chorar. Depois, limpei as lágrimas peguei nos pedaços de papel da nossa fotografia e pôs no lixo, naquele momento eu prometi a mim mesma seguir em frente, mas no dia seguinte voltei ao mesmo, não conseguia por mais que tentasse, não conseguia seguir em frente, tu eras o meu presente e o meu maior desejo naquele momento era que fosses o meu futuro. Mas o tempo, cura tudo, eu ainda não te esqueci, talvez se calhar um dia eu esqueça, esta na lista de coisa para fazer, o problema é que eu ando a adiar o dia em que isso vai acontecer, pois apesar de tudo eu não sei o que vai ser de mim sem ti. Não sei o que vai ser acordar sem me perguntar se hoje vou ver-te, adormecer a pensar em ti, sorrir sempre que te vejo, sentir-me feliz quando te tenho por perto. não sei o que será de mim sem essa tua maneira de me chatear e mandar vir. Não sei se vais perceber o que eu quero dizer com isto, mas eu não consigo, ignorar-te, fazer de conta que nunca me foste importante, fazer de conta que hoje já não significas nada, não consigo dizer que te odeio, quando na verdade eu amo-te. Desculpa se já não consigo, mas eu não sou tão forte a esse ponto.

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