quarta-feira, 6 de abril de 2011


Estava ali a rir, a cantar, talvez estivesse a fingir que me esquecia o que aconteceu há uns meses atrás, mas queria tornar o dia de hoje um dia diferente, queria encara-lo o melhor que conseguia, por mais irónico que pareça estava a tentar esquecer que existias, mantendo te presente na minha vida. Doeu-me olhar para trás e ver-te ali tão perto mas ao mesmo tempo tão distante, doeu saber que aquele dia foi igual a este, que não valeu de nada, porque voltaste a deixar-me, a fazer de conta que nunca existi, deixaste de me tocar, de me falar, fugiste ... Custou-me saber que não tive a força suficiente para naquele momento soltar uma gargalhada e não ligar as tuas atitudes, custou-me saber que para ti sempre fui um presente incerto. Pela última vez gostava que um dia percebesses que quando eu te disse que não te amava mais, desejei isso com todas as forças, para que um dia te consiga perdoar por me teres abandonado.

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