segunda-feira, 18 de abril de 2011


Ouvia o barulho que o baloiço fazia, à medida que sentia uma brisa de vento a tocar nos meus cabelo, como sempre todos tinham algo importante para fazer ou quem estar, mas eu continuava ali, esperando que regressasses rapidamente. Os minutos passavam um atrás do outro e nem sinal de ti, mesmo assim mantive-me ali, tive paciência e pensava para mim que devias só ter tido um imprevisto e que estavas a chegar, mas enganei-me. O telemóvel começou a tocar, atendi com uma ligeira pressa, até me esqueci de olhar para ele e ver quem era, coloquei-o no ouvido e disse logo sem hesitar "amor, estou a tua espera há uma data de tempo ...", mas não eras tu, disseram para eu desistir, que já não vinhas, que de certeza tinhas uma razão lógica para tudo aquilo, mas eu abanei a cabeça e disse que ias aparecer, desliguei o telemóvel, sai do baloiço e sentei-me num banco de jardim lá ao pé, acabei por me deitar, estava cansada e desiludida, mil e uma perguntas sobre o que me estava a acontecer vinham-me à cabeça, devagar fechei os olhos e adormeci. Acordei com um leve toque de uma mão sobre mim, esfreguei os olhos e estas ali, de pé, com um ramo de flores e disseste "Desculpa, sei que estou atrasado.", nem respondi corri para os teus braços e sorri. obrigado por nunca me deixares.

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