«Nunca desvalorizes ninguém, porque um dia podes acordar e perceber que perdeste o diamante enquanto andavas a coleccionar pedras.»
Ontem designa-se de passado.
As palavras extinguiam se na multidão, o silêncio atravessava o ar, encurralava me, agredia me. Apenas isso, o sossego dominava me, enquanto nem a minha voz era pronunciada ou o som da chuva a cair no chão me arrepiava a pele. Encontrava me perante o céu que um dia nos pertenceu, vagueando pelas ruas que um dia percorremos, apreciando a melodia que o meu coração recriava, matando me com aquele seu capricho. Guardo algo que ansiei ter perdido, guardo-o entre as palmas da minha mão, seguro-o com o cruzar do meu mendinho, uma promessa que pensei ter quebrado, um capitulo que jurei ter rasgado, uma sombra que desejei ter esquecido (...) Talvez nem o vento seja portador de todas as minhas memória, nem tão translúcido ao ponto de me deixar apreciar as que levou, o vento é o tempo que passa rápido, é o tempo atrasado. O vento é como o tempo, leva o que restou. Só que esta é teimosa, é persistente, uma lembrança que me vai atormentar amanhã como fez hoje, pequenina, mas com a força de um gigante, uma recordação que me aconchega e acomoda, que entre o transbordo de sentimentos agarra-se a mim e pede que a deixe ficar.*Parabéns Marco ! (:
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