«As pessoas mudam. E muitas vezes tornam-se as pessoas que elas disseram que nunca seriam.»
amiga: Nós sempre fomos diferentes nisso, eu gosto de mim como sou, mas tu não possuis amor próprio.
ela: Não consigo gostar de mim, é que se eu sou essa pessoa maravilhosa que todos dizem, porque é que me abandonam ?
Estou com medo que o passado me roube também a oportunidade de viver algo melhor.
O medo trancava me dentro de mim. Confusa, perdida entre a multidão de sentimentos que caminhavam de um lado para o outro, dispostos a se fazerem notar ao mundo, demonstrando que tinham força suficiente sobre o meu ser e depois eu, ali sentada em cima de um turbilhão de emoções sem fim, cansada de brincar as escondidas com a coragem. Ela reconhece os cantos da casa, sabe quais são os meus mais tenebrosos esconderijos, conhece as ilusões em que me espalhei ao comprido. Mas eu não sou a mesma menina de ontem, que gostava de sentir o vento a levar as recordações à medida que as via passando diante dos olhos, hoje eu sento-me na berma da porta e contemplo as estrelas, lembro-me das alturas em que o fizemos juntos e choro, choro de saudade, choro porque eu não sinto o conforto do teu braço por cima do meu ombro, nem avisto aquele teu olhar que me levava a cometer pecados imperdoáveis e quando seco as lágrimas, depois de tentar ter a força que perdi pelo caminho, pergunto-me porque o fiz, porque é que decidi largar de vez a tua mão, paralisar no meio das memórias que não levaste, porque é que fui louca ao desejar que te fosses por minutos se a todo o momento do meu dia eu espero, desejo, entrego-me à necessidade de recuar no tempo e ouvir te a segredar ao meu ouvido. Viver, reviver, aquela sensação de que o mundo está prestes acabar, quando aquela felicidade controla-me por completo e eu pressinto que estou prestes a arrebentar de satisfação. Desculpa meu amor, pelo ontem que te neguei, pelo presente que não te dei, se não for tarde amanhã, prometo que irei tentar, nem que seja viver sem ti.
*Parabéns Tainah ! (:
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