terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

 «Há anos que peço o príncipe e só me mandam o cavalo.»


amiga: o que é que a vida te deu ?
ela: uma oportunidade.

A vida tal como a lua tem as suas fases e tal como o sol tem o seu brilho.
O céu brilhava sobre ela, iluminava a noite, levava-a a divagar entre terras distantes e por momentos sentiu que não estava só. Sentiu que nunca esteve só nos meses que correram e ela não apanhou, nas horas que perdeu, pensando em desistir. É verdade por detrás de toda a arrogância e orgulho ela nunca caminhou por caminhos juntamente com a solidão. Ela amava-o e isso suportava qualquer recaída que a vida lhe faculta-se. Apreciava o seu sorriso, mesmo sabendo que não lhe pertencia, criticava os seus defeitos, mesmo quando ele nem lhe prestava atenção, amava-o de alma, mesmo sem ele saber. Em silêncio ela cumpria a promessa e todos os dias sentava-se perante a imensidão escura e infinita e relembrava os dias em que ele se sentava com ela, entre as horas da madrugada que passaram juntos. Nessa noite ela tinha companhia, a mesma de sempre, no seu pensamento ele nunca a abandonou, estava presente nas vinte e quatro horas do dia, nos três mil e seiscentos minutos de cada hora, mas ela tinha perdido a fé. A vida tinha sido bastante rude, as marcas eram visíveis, feias, dolorosas, as desavenças não a deixavam prosseguir, o seu destino tinha sido traçado da forma mais cruel e ele partiu, partiu com intenções de nunca mais voltar. Flutuava na incerteza, apaixonada por momentos que apenas permaneciam em si, como cicatrizes, feridas que não tencionava reabrir, mas que também não queria fechar. Era o amor da sua vida. Era a raiz que a prendia aos sonhos e que a trazia de volta para a realidade, ele era o fogo ardente, a chama que inflamava todos os seus sorrisos, que proporcionava todas as suas dores, a mesma que as destruía, ele era tudo e ao mesmo tempo nada. Pobre garota, perdida no tempo, raptada pelo desgosto, de mãos dadas com a pouca esperança que lhe restava, calcorreava novas experiências. Mas naquela noite, não levava no seu peito apenas a saudade, irrequieta e persistente, também guardava em si a confiança, aquele pressentimento que mais tarde ou mais cedo tudo iria dar certo. O amor quase a matou, só que entre as suas gargalhadas maléficas, ele também lhe deu uma razão, uma razão para se levantar dia após dia com uma força sem limites, preparada para conquistar a sua luz eterna e perdoar o destino de lhe ter retirado o que tanto amou. Acredito que um dia a vão fazer feliz, tão ou mais do que ela estava disposta a fazê-lo (...)

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