ele: Eu tentei (...)
ela: Quando se quer muito uma coisa, tentar só, não chega.
«As pessoas erram comigo, e lá vou eu, com toda a minha ingenuidade, e tento esquecer o que aconteceu. Mas depois bate aquele arrependimento sabes ? É como se fizessem questão de fazer tudo de novo, como se achassem que vou esquecer tudo outra vez.»
A vida sempre nos dá duas caixas. Todos aprendem, crescem e vivem com elas durante a sua estadia por estes terrenos. Mas muitos desconhecem as suas funções até que aparecem pedras. Sim, pedras. Umas acertam-nos e magoam, então nos apanhamos-las e aprendemos a lançar e as opções viram rotina. Deixar-nos atingir ou aprendemos-nos a defender. Cada marca que elas te deixam no corpo contem uma história, um porquê e uma lição, e à medida que elas aumentam vai aprendendo a desviar-te, a erguer-te e prevalecer de pé. Então tu pegas nas pedras que lanças-te e colocas numa caixa e as que te atingiram noutra, uma coisa é certa para saberes que deste o teu melhor tens de ter lançado mais pedras, tens de ter aprendido a fazer ricochete em certos casos e acima de tudo a nunca desistir. A melhor táctica para se saber viver é divertires te seja qual for a ocasião, os cortes e as metas que quiseres alcançar. Ambas as caixas vão conter pedras, uma pode estar mais vazia que outra, mas não existe ninguém que não seja atingido uma vez na vida. Só que existe um senão, com um tempo todas as pedras se degradam, para nós nunca pararmos de lutar.Temos de aceitar que o vento sempre leva com ele algo que amamos, é como se ao passar por nós nos injecta-se veneno nas veias, mas ai está na hora de aprender que com ele também traz o antídoto, algo novo, para aprendermos a amar.
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