quarta-feira, 23 de maio de 2012

«Se não podes ajudar os outros, pelo menos não os prejudiques.»

Partir, significa ir ou quebrar. Porque quando alguém parte, existe sempre um coração que se despedaça.
Baixinho ele gritou, pequeno e só, pediu que tudo voltasse e ninguém voltou. Os dias foram seguindo, os sonhos foram reconstruídos e a esperança divagou para outros recantos, deixou de acreditar que seria possível sentir algum tipo de emoção. Ao seu redor apenas caminhavam plenos desconhecidos, seres que não sabiam as marcas que deixou e as marcas que lhe foram deixadas. Amigos, tornavam-se, agora, sombras do passado. Desistiu de si, depois de todos os pontos que lhe foram impostos, de todos os limites que dentro de si não conseguiu ultrapassar, ele desistiu de escutar o som dos pássaros, de flutuar por entre os sonhos do amanhã. Tudo se tornou monótono, monótono o suficiente para que o seu corpo dorido das quedas se deixa-se cair na cama e fazer desta o seu refúgio. Dia virou semana, semana virou meses e meses tornaram-se rotina. Pediram-lhe que não se deixasse levar, gritaram-lhe que tinha mudado. Tornou-se indiferente as palavras, tornou-se independente de todo esse sentimento melancólico. Estava vazio, vazio por dentro, preenchido de um nada que se apoderou dele. Ninguém entendia aquela dor, era um aperto aqui, uma facada acolá, era tudo e de repente virou nada. Não interessava o que fazia, não queria saber do que comentavam, dispensava opiniões e preferia desconhecer as consequência que lhe podia causar todo aquele desinteresse. Então chegou um dia que tudo mudou, o que mais importava voltou, o que ele precisava mais, regressou, depois de muitos dias sem novidades. Ele voltou, ele próprio, voltou a acreditar.

*Parabéns Andreia ! (:

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