«Quando é amor? Ah, a gente tolera, perdoa, muda, espera e suporta até o insuportável, só não desiste.»
ela: Nós somos diferente, tu tens pessoas que dariam tudo por ti, agora eu não tenho.
ele: Eu daria tudo por ti, sem pensar duas vezes !
Claro que as pessoas mudam, ninguém no seu estado normal vai ser idiota para sempre.
Quem diria que tinha o mundo à sua frente e que todos os dias se levantava com os impulsos do coração, buscando respostas, enchendo-se de perguntas, tentando escapar de algo em que se vai afogando. É incerta, demasiado para alguém que aparenta dar passos com tanta convicção, tanto te dá o seu maior sorriso como no segundo que vira a esquina do tempo te dá a sua mais sincera lágrima. Deixa-se atormentar pelas noites solitárias, pelos sons intermináveis do vazio que corre cada pedaço de si. Amou demais, mas também se ferrou demais. Poucos a conhecem, ela não dá tempo para que ninguém se afeiçoe as suas imperfeições, tem horror a despedidas e embebeda-se delas a cada instante, enquanto avista o fogo ardente onde vais queimando recordações de dias sem fim. Encontra-se presa no presente, no tempo que divaga diante si. Só precisava de alguém que a agarrasse, a segurasse, alguém que lhe demonstrasse o quanto poderia ser vitorioso deixar de declarar guerra à dor, o quanto podia ser confortável fazer um contrato com a saudade e arrancar da sua vida tudo o que veio de relance, de visita, por dias marcados. O quanto podia ser feliz sem essa gente que só quis deixar uma marca, se sentir amada, se sentir importante e a deixou feita um caco, mas ela não quer dar ouvidos aos gritos ensurdecedores que apelam que não se perca de novo, teima que é forte, desconhecendo a capacidade das suas fraquezas. Hoje olham para ela e a inocência cabe apenas junto ao peito, deixou de ser a menina que todos mimavam, a idolatrada por uns e julgada por outros, deixou de ser a menina que desafiava o destino e possuía um sorriso como o seu melhor acessório. No tempo que voa, nas milésimas que passam sem pausas e descansos, ela caiu em si, caminhando pelas ruas ouvindo sussurros de actos que não cometeu, sendo discriminada por suplicas em que nunca balançou, sendo renegada por palavras que não saíram de si, envenenada nas mentiras, nas lengas-lengas que alguém contou ao vento, é triste ser odiada por algo que não se fez, não se disse, não se pensou.
*2013 sê bonzinho, sim ?
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