«Perto, irritas-me. Longe, fazes-me falta.»
Gosto de idiotas. Se um dia me perguntarem do que gosto, será essa a minha resposta, gosto de idiotas. Gente que ri até do silêncio, pessoas que fazem caretas em momentos sérios. Gosto daqueles que têm os pés no chão, mas são capazes de voar. Gosto dos loucos, dos sonhadores, dos que vêm luz até no lugar mais fundo do poço. Gosto de piadas secas pela manhã, daquelas que todo o mundo faz cara de trouxa e diz não ter piada, mas que eu choro de tanto rir. Gosto daquele tipo de gente que conta a tristeza da sua alma entre gargalhadas, que chora com um sorriso no rosto, gosto de pessoas que sabem rir, que me confortam entre palavras sem lógica, que me consertam com o brilho do olhar. Gente sincera, que canta alto, sem se importar que o timbre não esteja no ponto ideal e que aldrabe um pouco a letra, que não se importe de gritar, porque estou demasiado longe. É disso que eu gosto, daqueles que convertem uma hora num minuto, que não se calam, que gozam com eles próprios, que riem para não chorar. Daqueles que tiram fotos feias, passam vergonhas e mesmo assim tenham orgulho de tudo isso, gente verdadeira que não se importa quantas voltas o mundo dê. Gosto dos doidos, que sabem ser, dos que são sem tentar, daqueles que não sabem desistir, nem ouvir um não, daqueles para os quais só importa o aqui e o agora. Eu gosto de gente que sabe ser feliz com um nada e mesmo assim aparenta ter tudo.
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