«Caro cupido, na próxima vez tente acertar nos dois.»
Ontem arrumei as gavetas, ontem apaguei alguns números, ontem esqueci alguns nomes. Ontem foi necessário virar páginas, recomeçar livros, deixar-me de perguntas. Ontem quase perdi a fé, quase morri de saudade, quase paralisei no segundo passado, no sonho nunca sarado, no medo intensamente vivido. Mas eu não desisti, cheguei lá e dei um adeus ao passado, um até nunca mais. Ontem depois de muitas lágrimas e falta de ombro onde chorar eu percebi que essa história de esperar que volte, que se arrependa não resulta mais, quer dizer nunca resultou, porque desculpas trouxeram perdão, mas o erro foi repetido, como aquelas repetições que dão na tv e todo o mundo passa à frente, ninguém quer saber se for a nossa equipa que sofreu golo, tal como eu não pretendo reviver as vezes que vens e me convences que todo o mundo ganha consciência e tenta remediar a bola mal passada, todo o mundo não és tu, tu és a maior das excepções, tu não tens arrependimentos, em ti circula o orgulho e em mim derramam as consequências. Sou eu que sinto e para mal dos meus pecados também sou eu a única que ama. Os teus erros tornaram-me alguém mil vezes mais magoada, mas também mil vezes mais indestrutível. É isso, a vida ensinou me a ser forte, mas e o coração ? Quem ensina o coração a esquecer ?

2 comentários:
está tão sincero, adorei, mas ao mesmo tempo é tão triste, as marés vivas não duram sempre, rema contra elas e vencerás! força!
obgg de novo. eu sei q sim, um passo de cd vez. (:
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