«Por favor fica, e se não der para ficar, leva-me.»
Tudo o que ouvia naquele momento era o seu respirar ofegante. A destreza com que o seu coração bombardeava. Nada mais se sentia senão a tranquilidade que a sua companhia trazia, a mesma quietude que invade o meu corpo sempre que me segura a mão ou até mesmo a paz interior que me abala quando sinto os seus braços a agarrar-me com toda a sua força. Por momentos senti-me amada e as lágrimas demonstraram-se do seu jeito mais leve, sem dor, sem medo, apenas querendo eternizar o momento, os sentimentos, a sensação (...) Tudo parecia tão mágico, tão grandioso, tão fora do meu controlo. Tudo parecia tão meu. Sentia o corpo a chorar comigo, as pernas tremiam, o coração acelerava, a voz falhava, sentia o corpo ciente do amor, sugando-o em cada milésima que passava. Como se ele próprio se desse como vitorioso, consciente de todos os fracassos, mas contente pelas recompensas terem vindo a tempo de curar as feridas. Como se ele próprio receasse por nós os dois e por tudo o que nos tornaríamos se ele não me tivesse conquistado. Por momentos, tudo o que ouvia era o seu respirar, o seu coração, a quietude e a vontade de congelar o tempo a arranhar o peito e tudo o que queria era ficar ali, perdida entre os pensamentos, vivendo uma vida por entre os seus braços.
*Parabéns meu amor ! Contigo até ao fim. ∞

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