"Só vives uma vez, é tua obrigação aproveitar a vida da melhor forma possível."
Exageradamente eu.
Eu morri. Morri milhões de vez. Morri em apertos sufocantes que me retiravam a respiração e depositaram em dias deprimentes de tão mórbidos que fui tentando ultrapassar. Ai, eu morri tantas vezes! Quando me quebraram a confiança, a esperança, a felicidade, para não falar dos dias em que a saudade me retirou a pulsação. O quanto eu chorei, o quanto eu me lamentei por tudo ter dado errado, por não saber o que dizer, o que fazer para onde me dirigir. Quantos dias eu andei por ai a tomar me por alguém perdida, atormentada, angustiada com o mundo. Depois dou por mim aqui, a rir-me da pessoa exagerada que sou, é que tudo se recompõe e afinal o fim de tudo é bem diferente de toda aquela nostalgia que tendia em habitar o meu peito, o que morreu nas alturas de desilusão foi o meu amor próprio, o que sempre me fez crer que não sou capaz. Mas hoje cá estas tu meu amor, tu a fazer-me viver, a fazer-me ver como o coração é exagerado, como o tempo sempre leva algo que amamos e traz algo novo, algo mais forte, quem sabe talvez até mais verdadeiro, algo para aprendemos a amar. E hoje sou alguém melhor, alguém que aprendeu a cobrir lágrimas, a reconstruir escudos, a dar passos firmes, alguém que teme o passado, mas enfrenta o receio com toda a sua convicção alguém que abriu a bagagem, desfez as malas e tentou de uma vez por todas parar de fugir de tudo o que teve tendência a não dar certo. E depois de me ter encontrado, eu perdi-me de novo e sabes que mais ? Hoje não venho com esperanças, nem com promessas ou certezas, hoje venho eu, acompanhada de todo o meu amor, se tiver de dar certo será apenas uma questão de tempo, o universo tem o poder de unir as coisas mais verdadeiras.

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