Quando senti os meus pés a tocar na areia, senti de novo aquela sensação de liberdade, parece que estava numa dimensão diferente, melhor dizendo, parecia que estava num mundo diferente, como adoro a praia, a areia, o mar. Senti-me viva, mais viva que nunca. Tive uma vontade incontrolável de saltar, correr até não sentir mais os pés, por momentos parecia um pássaro fora da gaiola, parecia que estava a pisar um chão já mais pisado. O sol batia me no corpo, sentia a água salgada a cobrir me os pés, via o quanto as minhas primas brincavam felizes, chapinhei na água, tentei voltar à minha infância, onde tudo era mais fácil, onde tudo era uma nova aventura, cheia de mistério e beleza, onde uma hora, passava num minuto, onde sempre quis voltar. Para por as preocupações de lado, os encargos, as obrigações, para voltar a rir do nada, para brincar as mães e aos pais, para sonhar alto, para brincar aos carrinhos e com bonecas sem ser criticada, nem ter ninguém a olhar me de lado. Tenho saudades de ser a alegria da casa, o centro das atenções, de rebolar na lama, brincar nas poças de água, tenho saudades de algo que sempre fui, de ser criança.
*João conheço te há doze anos, pela primeira vez falta
me as palavras para te dizer, não sei como reagir numa
situação destas, lamento. Sei que vais superar isto, por
mais insuportavel que a dor seja, sabes que podes contar
comigo, não te vou deixar, são muitos anos, muitas histórias,
muita convivência, és das melhores pessoas que conheço.
Vais ver que tudo vai melhorar, é uma questão de acreditar. x:

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