Conquistaste o coração dela com palavras bonitas e promessas repetidas, mostraste lhe uma parte do mundo com essa tua forma de galã e esqueceste que tal como uma pequena e delicada flor ela tinha sentimentos, acredito que a amaste por mais pouco que tenha sido, por mais estranha que seja essa tua forma de fazê-lo, só que ela não compreendia, não sabia nem percebia a razão porque todos odiavam esse tal de amor, se calhar estava feliz, com os olhos tapados com a sua ingenuidade, mas nem tudo dura para sempre e um dia sem dó e piedade partiste o seu frágil coração, quebrando juras, deixando-a e seguindo em frente como se por ela nem um fio de sentimento restasse. O tempo foi passando e como era de esperar essa menina tornou-se mulher, aprendeu a viver num amor não correspondido, num sentimento esquecido por quem ela mais amava e tu tão forte que mostravas ser sempre a magoaste, parecia que mesmo sem ama-la querias que ela te amasse, davas lhe esperanças e sorrias sempre que por ela passavas dando lhe a sensação que nada foi em vão. Esse sorriso para ela passado uns tempos tornou se uma necessidade e ela lutava, lutava para o ter de volta por mais que já cansado o seu corpo pedisse mesericórdia, talvez seja o teu medo de ficar sozinho ou uma mania patética que decidiste arranjar, já não bastava a primeira vez e tiveste que volta-la a magoar, só que desta vez não saíste tão ileso desta paixão, pois o teu coração revê as vossas memórias, enquanto os teus olhos procuram-na, vendo se ela passa pela rua, com a sua euforia e extravagância, com a sua alegria e compaixão, uma menina linda, linda por dentro e por fora, uma grande mulher que se ergueu depois de tudo o que lhe fizeste. Sinceramente, lá no fundo ela ainda te ama e a sua alma continua gritando o teu nome, só que ela tem que seguir em frente, não podemos nos prender em quem tanto nos machuca. E tu, idiota, casmurro e orgulhoso acabaste por perde-la, tiveste-a entre as mãos e deixaste-a escapar por entre os dedos, subestimaste esse amor que ela tanto te deu e pediu para cuidares, tu, burro e criança, armado em senhor do amor acabaste só, foste abandonado por aquela menina de pele morena e olhar profundo a quem tu chamas o amor da tua vida. No outro dia perguntei lhe como andava e ela com um brilho no olhar me respondeu que estava um pouco perdida, que tentava se encontrar procurando um pouco de ti por quem por ela passava, sempre sem obter resultados, pobre garota, entregou o seu coração a um vilão de pouca idade, sei que lá no fundo bate lhe a vontade de correr para os teus braços, mas ela quer ser feliz e contigo a felicidade sempre teve um curto prazo. Enquanto tu sempre lhe chegaste a dar o valor que ela tanto mereceu, tarde de mais, foi preciso perder para perceberes a falta que ela faz, mas o pior é que esse vazio vai continuar assim triste e escuro, pois ela mudou de rumo, apagou pessoas da sua cabeça sem tirar do coração e tu mesmo sendo à força e sem vontade acabaste por deixar de fazer parte dessa sua tal rotina.
dezanove de agosto de dois mil e dez - um sonho, uma vida, um amor, treze meses (...) ♥ *