quarta-feira, 19 de outubro de 2011


amiga: às vezes quando o dia me corre mal, gosto de vir ter contigo.
ela: eu sei que sou boa companhia.
amiga: não é isso convencida ! é que és a única pessoa que conheço que está sempre a rir (...)

Gostava de saber colocar um ponto final onde todos os dias coloco uma vírgula.
Detesto pessoas que não se sabem rir, que nunca experimentaram o simples agrado de uma gargalhada, ou até ouviram o seu som a penetrar pelos seus ouvidos como se fosse uma delicada melodia. Pessoas que apenas se limitam a viver a monótona e aborrecida rotina diária, sem experimentar o prazer de um dia exclusivo, construído por brincadeiras infantis e piadas sem qualquer tipo de lógica, um dia em que os limites sejam apenas ultrapassados sem nos recearmos com esse facto, em que te deites no chão sem te preocuparem em sujar a roupa ou andes à chuva sem te importares em ficar doente. O som de uma gargalhada é algo emocionante, algo que gera boa-disposição, torna as pessoas mais leves e capazes de suportar qualquer tipo de dor, é remédio que cura todos os males, algo que é de graça e pode ter sempre um uso constante. Para mim é o som mais bonito que pode existir, mais confortável que o som do mar, seguro que um abraço apertado, mais alegre do que o esboço de um sorriso e mais subtil que qualquer tipo de fortuna. É algo que sempre vai nascer connosco e assim permanecer, algo que só nos podemos sentir os infinitos sentimentos e emoções que ele causa, mas que todos o podem ouvir, algo do mais verdadeiro que alguma vez irá existir e do mais gratificante que se pode ter.

*Parabéns Kika e Tânia !

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