«Às vezes, a nossa vida é colocada de cabeça para baixo, para que possamos aprender a viver de cabeça para cima.»
E dou por mim a pensar no que perdi ou talvez no que perdemos, algo que em tempo foi tão grandioso, hoje apenas se tornou vulgar, mais um no meio de tantos, alguém que eu desejei que nunca me abandonasse, hoje apenas me abandonou sem deixar qualquer tipo de carta ou fazer algum tipo de despedimento, foi se embora de mansinho com o vento e levou algo que se escasseia na minha vida, algo que em momentos foi tão forte e do qual tomei partido, mas logo se revelou grande fachada de insegurança e prediletos sonhos. Pior é que sabias de meus tais desejos, às vezes até via o quanto te arrepiavas com eles, parecia que te tocavam ao de leve na pele dando aquele conforto que te faz sentir tão bem, no entanto decidiste partir, sem uma única explicação expulsaste te da minha vida, do meu futuro, mesmo sabendo que precisava dessa tua presença tão cobiçada e extraordinária, viste aquele ódio e rancor a cobrir me a alma e seguiste em frente, como se eu fosse aquele tipo de passado que só estorva na nossa vida. Nunca te julguei por o teres feito, mas dei por mim tão só em tempos, imaginando o que poderia fazer para recompensar essa tua ausência e fui caindo em buracos, tropeçando em armadilhas e a dor era contínua e parecia que iria permanecer constantemente, dia após dia. Hoje ela ainda faz parte de mim, menos forte claro, mas no entanto ainda vaguei-a todos os espaços e partes da minha vida que te pertenceram e quando passa por eles com tanta rapidez dá aquela brisa que me faz relembrar em tantos espaços vazios de que ando constituída, vazios de presenças solitárias e desamparadas. E mais uma vez dou por mim a questionar-me sem resposta, onde está a nossa amizade ? é que eu quero-a de volta !Obrigada maria, um obrigada em especial por tudo.
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