«Sou do tipo de pessoas que não guarda mágoas, mas também não sofro de amnésia.»
ela: Volta para as tuas amigas, afinal, para que é que andas como uma feia como eu ?
ele: Não sejas ciumenta, sabes bem que só te amo a ti !
Quem me dera que para mim, o teu nome, tal como para ti, o nosso amor, caísse no esquecimento.
Já não te vejo há duas semana e neste tempo muitas palavras me correram pela cabeça, tanto quanto sentimentos preencheram o coração. A ausência de notícias tem me martirizado bastante e apesar de quase ter seguido em frente não o fiz. Não te questiones porque voltei, talvez até tenhas razão, possivelmente, serão saudades. Sim, eu tenho saudades. De correr as ruas de mão dada, de contemplar o céu na tua companhia. Chega a ser absurdo, quando dou por mim a relembrar todas aquelas promessas e palavras que sussurravas, quando sentia a tua mão a embalar-me o cabelo. Torna-se um pouco cansativo contrariar esta vontade de correr para os teus braços e retorquir por entre soluços que estava errada, melhor, torna-se cansativo saber que não estou. Continuo a omitir tudo o que vivemos, todos os actos voluntários que fiz para sentir os teus braços envolvendo o meu corpo e o toque suave dos teus lábios acariciando os meus. Tu determinaste todos os meus pontos fracos, despertaste todas as minhas loucuras. Foste a minha paixão secreta, o meu nó na garganta, a minha tortura silenciosa e ainda hoje assim é, passado três meses de tudo ter começado. Uns dias vieram fortes e outros tornaram me fraca. Tenho então, dependido das recordações que o vento trás e das emoções que leva com ele. Não tem sido fácil, principalmente, saber que o arrependimento não lateja em ti com a determinação suficiente para não me deixares partir. Nem sei se serei capaz de o fazer. Uma coisa acredita, o meu amor conseguiu ser arrebatador, destruiu muralhas, bateu bem fundo, mas não adianta, não existe amor nenhum que se infiltre em peitos mórbidos, peitos frios com uma dose excessiva de insensibilidade.
*Parabéns a croma da Beatriz Barros que este ano, não te traga só velhice, mas também juízo ! (:
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