«Tem cuidado com o que dizes, palavras também ferem.»
amiga: Tens que aprender que as pessoas que partem nem sempre voltam.
ela: Eu já me mentalizei disso, o problema são as caixas de recordações que deixaram comigo.
«Ninguém inveja feio, nem odeia o fraco.»
Eu costumava ouvir as pessoas a dizerem que eu não valia nada, dos meus olhos escorria as consequências das duras e rudes palavras, abatia me com tão pouco e mesmo assim torturava me todos os dias ao dispor me a ouvir tudo mais uma vez. Eu cheguei a acreditar que não merecia nada do que tinha e quanto perdi todas as pessoas que passaram diante a minha vida, eu culpei me. Sinceramente, ainda me culpo. O inferno for demasiado quente, deu me que pensar, maltratou me, queimou me. Foi duro dar por mim completamente só, sentir os dedos que me apontavam, as frases que gritavam. Foi um pesadelo. Dava o meu melhor a cada dia e nunca era suficiente. Cheguei a odiar me, olhava para o espelho e a repulsa era tanta, a firmeza não me caracterizou e quase aceitei a derrota. Tenho pena, lástima de me ter deixado chegar a este ponto, a demonstrar que ando confiante, forte, melhor que nunca e andar para ai a cair entre as armadilhas, a deixar que as criticas me suguem a auto estima. Insultam -me. As recaídas foram imensas e feri-me em todas elas, tantas quedas, tanto pedaço partido espalhado pelo caminho (...) Mas houve quem nunca desistiu, quem me segurou perante todos os meus receios e rancores, houve quem me puxou e fez sorrir e foi quando me apercebi disso que tive a certeza que fiz as escolhas certas. Ao contrário do que muitos pensam existe quem não me deixe, que me segure a mão e diga que sou irritante, mas entre as suas palavras me suplique para não ir embora. E devo-lhes então o sorriso que hoje levo, as vitórias que até então conquistei, as alegrias facultadas, as distâncias percorridas. Eles não se debruçaram na fé, na esperança que eu me encontra-se, eles construíram-na, dia após dia, sem nunca duvidar do que eu era capaz.
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