sábado, 28 de abril de 2012

«Difícil não é esquecer, é convencer o coração de que não tem mais volta a dar.»


Quando amamos alguém, a regra devia ser a seguinte: Entrou na minha vida ? Não pode sair mais !
Eu pensava que as pessoas sempre voltavam, então eu esperava. Esperava por notícias que não chegavam, mensagens que não eram enviadas, por reencontros que nunca presenciei. Tudo se tornava monótono quando alguém partia, aquela espera constante de promessas já quebradas fez-me perder uma longa lista de oportunidades. Com o tempo habituei-me àquele aperto no peito que cada despedida causava, mas nunca me conformei com o facto de ver as malas feitas de pessoas que amei noutras circunstâncias. Então o vento trazia pessoas novas e eu afeiçoava-me, cuidava, partilhava sentimentos, mesmo que a dose que restasse destes fosse pouca, porque eram aquelas amizades loucas que me mantinham de pé. Hoje, aprendi muito, esperei longos anos por quem nunca voltou e tem dias que em silêncio, em silêncio digo, para que ninguém questione ou suspeite, tem dias em que ainda os espero. Talvez o meu coração os tenha amado de um jeito meio inconsciente ou se calhar bate forte a vontade de reencontrar os pedaços de mim que levaram com eles. É aquele tipo de felicidade que se tenta sentir quando olhamos para uma imagem retirada de velhos tempos, já manchada pelos anos que passaram por ela e coberta do pó da gaveta. São todos aqueles rios de emoções que sentimos quando percebemos que o passado não volta mais e que não existem alegrias que se sentiam duas vezes da mesma forma.

*Parabéns Pedro ! (:

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dias.

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Voltem sempre ! ♫