«É tão estranho carregar uma vida inteira no corpo e ninguém suspeirar dos traumas, das quedas, dos medos, dos choros.»
ele: Nunca me deixes, um dia eu volto (...)
ela: Se partires, eu seguirei em frente. Deixei-me de esperar pelo que não vem.
Tem dias que os dedos sangram, quando coração não encontra a palavra certa ou quando o sentimento é demasiado forte para ser escrito por mim. É engraçado, porque todos os dias, sento-me e procuro as palavras ideias que descrevam este sufoco e, raramente, elas são reconhecidas ou até achadas. Às vezes desisto e ponho a caneta de lado, mas outras a necessidade que alguém me escute é tão grande, que apenas desejo que o papel entenda a minha aflição. Só que nem mesmo ele percebe, o ódio, a magoa, a saudade e esperança, ou até mesmo o desejo e ansiedade, são reboliços de sentimentos e emoções que se geram dentro de mim, a intensidade é minha e o valor que é dado ao problema depende do meu estado de espírito. Sou eu a razão das minhas dores, dos meus suspiros e apertos, mas também devo a mim todas as alegrias e satisfações, pois fui eu que nunca perdi a fé e sempre guardei um espaço para elas no meu peito. Não adianta derramar frases e esperar que outrem lhes dê valor ou até mesmo chorar e ter esperança que alguém veja o quanto a dor que cada lágrima carrega, quase transborda. Todos temos os nossos problemas e uma coisa que tenho aprendido é que por mais grave que seja a tua dor, para determinadas pessoas uma unha partida pode causar muita mais comiseração, que não ter um tecto que nos acolha.
*Parabéns Emílio e Sandra ! (:
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