sábado, 6 de outubro de 2012

«A ironia da dor é querer ser consolada por quem te magoou.»

Existem pessoas que tu sabes que foram feitas à tua medida.
Quem é que já não teve uma amizade aparentemente indestrutível e incrivelmente frágil ? Quem é que não perdeu alguém num sopro inconstante do vento e a possuiu numa tarde fria de inverno ? Amigos não deviam ser para sempre ? Depois de tantas juras, de tantos fracassos suportados ombro com ombro, amigo não devia ser um tempo infinito ? Afinal é aquele que parte sem ir, é aquele que permanece em nós, no nosso pensamento, no nosso coração como uma lembrança eterna, uma cicatriz que sempre vai arder pela perda, pelo que foi e não é mais. Muitos vieram, poucos ficaram, muitos prometeram, poucos cumpriram (...) E doí  como uma dor que seca por entre as lágrimas, como uma faca que estanca as lembranças e nos faz paralisar ali, num momento incerto. Tudo se torna um ciclo quando não tende em ser verdadeiro, conhecido vira amigo, amigo vira melhor amigo e ai depois de bravos dias remando contra a maré, melhor amigo torna-se de novo amigo e outrora vira conhecido. Então aprendemos a viver sem o que nos foi retirado, aprendemos a segurar o rosto, a ergue-lo enquanto algures sabemos que as nossas promessas pertencem a outrem, conformamos nos com a nossa troca, porque nunca conseguiremos ser lembrados pela nossa dedicação enquanto os erros foram nossos rivais. Não é que ele tenha sido tudo na nossa vida, mas há amigos que conseguem ser a nossa própria vida. Existe aquele amigo que acalma com um abraço, que alegra com um olhar, que segura com uma palavra e que nos destrói com um acto. Tem amigos passageiros que nós sempre queremos eternamente, amigos que sempre nos magoam, mas que a gente sempre perdoa. Quando uma amizade é verdadeira o amor é maior que qualquer tipo de orgulho.

*Parabéns clau ! (:

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