sexta-feira, 5 de outubro de 2012





«-E ai passou ?
-Passou.
-Superou ?
-Superei.
-Chorou ?
-Chorei.
-Então o que falta pequena ?
-Esquecer, apenas esquecer.»









Ele disse que iria amar eternamente, lá sabia que ele designava o dia de amanhã como a eternidade.
Isso do há-des encontrar a pessoa certa comigo não funciona (...) Essa doença do amor não tem nota de exame, não existe uma resposta certa ou uma errada, ou a gente esforçasse e tenta que dê certo, ou a gente perdoa e aprende a aceitar os defeitos, ou nós desistimos, o amor é uma questão de química, ou tu engraças com a pessoa e estas disposto a abdicar dessa vidinha que levavas antes e conhece-lo por inteiro ou é melhor virares costas e ficares por ai. Dá sempre aquela vontade de rir quando me dizem que chegará alguém melhor, e se para mim o melhor for aquele palerma que me despedaçou o sorriso e plantou as lágrimas durante as noites que vieram sós ? E se para mim o melhor estiver presente nas cicatrizes incuráveis, no desapego desconfortante, na indiferença que balança entre dois corpos distantes ? Sempre que alguém aparecer na minha vida e me magoar vou ser obrigada a deixa-la ? E as gargalhadas que permanecem de dias loucos de tão sufocante que era a alegria que transparecia em mim e as noites de insónias da saudades que eu não conseguia manipular, não contam as palavras reeditas que tocaram o coração ? Não contam os actos que triunfaram por entre os erros ? Mas não se pode julgar quem desiste, o perdão tem os seus limites, o amor tem de ser mútuo e recíproco, porque amar pelos dois é uma guerra perdida antes de ter começado. Mas de que adianta baixar as armas e desistir do amor ? Afinal quem é que desfez os teus sonhos em ilusões ? Um menino que precisa de alguém ou um homem que precisa de ti ?

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