quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

«É engraçado como alguém pode partir o seu coração e você ainda amá-lo com todos os pedaços partidos.»

Afinal o fim do mundo é apenas o nosso fim ...
Prometo que é a última vez que choro, porque é o último dia do ano e tudo o que quero continua a ser o que pedi no primeiro, quero-te a ti. Quero o que não tenho ! É isso tudo, eu e a minha mania de querer sempre o impossível, de desejar tudo o que jamais me quererá da mesma forma. Prometo que estas são as minhas últimas lágrimas, as minhas últimas e já tão escassas palavras, que este é o meu último texto e que os outros nunca alguém irá ler. A alma gigante resume se a um sorriso já sem forma definida e tudo o que a vida leva, a vida não traz de volta e tudo o que eu queria perdi juntamente com o teu sorriso, na mão que agarrava a minha com toda a sua força, na voz que me sussurrava ou ouvido, nesses pequenos e tão grandes pormenores que me tiravam o folgo e me controlavam a pulsação. Eu amo-te. Idiota e imprudente, eu amo-te ! Estúpida ! Burra ! Se pudesse escolher alguém, entre milhões de pessoas ainda te escolheria a ti ! Eu mereço toda esta saudade ! Eu mereço este peito vazio e a voz roca do choro miserável que inunda a sala, eu mereço toda a dor que o peito ergue em torno do coração, porque ainda estou aqui desejosa que voltes, sabendo que jamais serei o teu caminho para casa, que jamais serei o fim do teu mundo, o sempre que tencionas construir, jamais serei princesa nos teus sonhos e mesmo assim eu só te quero a ti, masoquista e determinada, sonhadora demais para uma realidade tão modesta (...) E o meu último desejo ainda és tu, o meu último folgo ainda é teu, e o meu último sorriso ainda te pertence. Eu ainda sou tua, parece que nunca fui minha (...)

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